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Montagem, coleta e conservação

         Depois da coleta, os exemplares devem ser triados e identificados a nível de ordem, família, gênero ou, até mesmo, espécie, se possível. É utilizada uma chave de identificação dicotômica que utiliza principalmente as características das pernas, asas, aparelho bucal, antenas e forma geral do corpo do organismo para essa identificação, dependendo do nível da identificação. Alguns insetos só podem ser identificados com procedimentos especiais, como dissecação ou clarificação do tegumento.

 

       Uma vez identificados, os organismos passam por procedimentos de montagem, que consistem em alfinetar os exemplares com alfinetes entomológicos (geralmente na asa direita), e utilizando outros materiais (outros alfinetes, fitas, papel madeira e isopor), os insetos são fixados na posição que se deseja que ele permaneça antes de colocar na estufa.

 

            A estufa é um aparelho em forma de caixa que aquece para a secagem dos insetos. Pode ser comprada ou confeccionada em casa. Para fazer uma estufa, você só vai precisar de uma caixa de madeira e acoplar uma lâmpada incandescente dentro dela. O inseto montado deve permanecer na estufa de 2 a 7 dias, dependendo do tamanho e espessura do exoesqueleto.

 

        Depois de seco, retira-se o inseto com cuidado para não quebra-lo e coloca-se os mesmos na caixa entomológica. A caixa deve ter tampa (preferencialmente uma que possibilite uma boa vedação) e pó de naftalina, para evitar que fungos e outros insetos consumam os exemplares na caixa. A base da caixa precisa ser forrada com isopor, onde os insetos com alfinete entomológico serão fixados. Entre o forro de isopor e o inseto, precisa ter a etiquetagem correta. São duas etiquetas com dimensões padrões de 2x1cm. Uma etiqueta deve conter o local de coleta, a data de coleta (o mês precisa estar em algarismos romanos) e o nome da pessoa que coletou o inseto. A segunda etiqueta é a identificação do inseto.

 

            A naftalina precisa ser em pó, pois as bolas inteiras conservam menos e podem rolar pela caixa e quebrar insetos mais frágeis. Além do pó oferecer uma aparência mais organizada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

            Alguns insetos têm muita água no corpo e exoesqueleto bem delicado. Se colocar esses insetos na estufa, pode ser que eles acabem estragando secarem demais. Para esses insetos, coloca-se em via úmida, geralmente em eppendorf com álcool 70%. As etiquetas são colocadas dentro do recipiente com álcool, mas para que o álcool não remova a escrita, deve-se imprimir as etiquetas com impressora a laser ou escrever com canetas apropriadas.

 

Insetos muito pequenos, que não podem ser alfinetados, são colados em triângulos de papel com cola branca ou esmalte incolor.

Vários alfinetes devem ser colocados antes de secar o inseto, posicionando o corpo do inseto na forma desejada. Após a secagem na estufa, o inseto ficará permanentemente na posição selecionada

Esquema da montagem de Lepidoptera. As asas devem ficar abertas

Esquema da montagem de abelhas. Note que há um espaçamento entre as duas etiquetas

Cada ordem de inseto apresenta um local específico para o furo do alfinete. Em geral, o furo é no lado direito

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